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Glaucoma

Diagnóstico precoce, acompanhamento rigoroso e decisão cirúrgica no momento adequado.

Dra. Maria Beatriz Lacerda explica o que é Glaucoma

O glaucoma é uma doença ocular crônica que pode causar perda progressiva e irreversível da visão.

Na maioria dos casos, está relacionado ao aumento da pressão intraocular, que pode danificar o nervo óptico ao longo do tempo. O grande desafio é que, nas fases iniciais, a doença costuma evoluir de forma silenciosa — sem sintomas perceptíveis.

Quando não diagnosticado e tratado adequadamente, o glaucoma pode comprometer o campo visual de maneira definitiva.

 

Por que o glaucoma exige acompanhamento contínuo?

Diferente da catarata, o dano causado pelo glaucoma não pode ser revertido.

O objetivo do tratamento é preservar a visão existente e evitar progressão.

Por isso, o acompanhamento regular e individualizado é essencial.

Fatores de risco mais comuns

  • Histórico familiar de glaucoma

  • Pressão intraocular elevada

  • Idade acima de 40 anos

  • Miopia

  • Uso prolongado de corticoides

  • Algumas condições sistêmicas

 

A avaliação oftalmológica inclui exame do nervo óptico, medida da pressão intraocular e exames complementares específicos para análise estrutural e funcional.

Tratamento do Glaucoma

O tratamento é sempre personalizado e pode envolver:

 

LASER

Existem alguns tipos de LASER no tratamento do Glaucoma. O padrão-ouro para Glaucomas iniciais a moderados de Ângulo Aberto é o SLT (Selective LASER Trabeculoplasty). Esse tratamento pode postergar o início dos colírios. Outro tratamento é a Iridotomia (ou Iridostomia): serve para proteger pacientes com predisposição ao Glaucoma Agudo ou Fechamento Angular Agudo. Há, para casos mais avançados, a Ciclofotocoagulação também.

 

Colírios

São o tratamento mais conhecido para Glaucoma e existem mais de cinco clases farmacológicas diferentes no Brasil. Cada classe tem um mecanismo de ação, havendo potencialização do efeito hipotensor quando associadas.

 

Cirurgia

Recomendada quando o controle clínico não é suficiente ou quando há progressão da doença.

As técnicas cirúrgicas evoluíram significativamente, permitindo abordagens mais seguras e previsíveis.

Hoje dispomos das MIGS (Minimal Invaseve Glaucoma Surgeries), MIBS (Minimal Invasive Bleb Surgeries) e mantemos no portifólio as cirurgias tradicionais como TREC (trabeculectomia) e Implante de Drenagem (TUBO).

 

A decisão cirúrgica exige avaliação criteriosa e planejamento técnico detalhado.

Abordagem Individualizada

Cada paciente apresenta um tipo de Glaucoma, um perfil de risco e uma velocidade de progressão diferentes.

 

O tratamento deve considerar:

  • Estágio da doença

  • Idade

  • Perfil de adesão ao tratamento

  • Condições oculares associadas

O acompanhamento contínuo é parte essencial do cuidado.

 

Quando procurar avaliação?

O diagnóstico precoce é o principal fator de proteção contra a perda visual.

 

Mesmo sem sintomas, consultas regulares são fundamentais, especialmente para pacientes com fatores de risco.

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