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O que é glaucoma? Entenda a doença que pode afetar o nervo óptico

  • Foto do escritor: mbeatrizlacerda
    mbeatrizlacerda
  • 4 de mar.
  • 3 min de leitura

O glaucoma é um grupo de doenças oculares que podem causar lesão progressiva do nervo óptico, estrutura responsável por levar as informações visuais do olho até o cérebro.

Quando não identificado e acompanhado adequadamente, o glaucoma pode levar à perda gradual da visão. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento oftalmológico são fundamentais para preservar a função visual.

Neste artigo, você vai entender o que é glaucoma, quais são os principais fatores de risco, os sintomas mais comuns e como a doença é acompanhada.


O que é glaucoma?

O glaucoma é uma doença caracterizada por danos ao nervo óptico, geralmente associados a alterações na pressão dentro do olho, chamada pressão intraocular.

O olho produz constantemente um líquido chamado humor aquoso, que circula internamente e depois é drenado por estruturas específicas. Quando esse sistema de drenagem não funciona adequadamente, pode ocorrer aumento da pressão ocular.

Em algumas pessoas, essa pressão elevada pode levar a lesões progressivas no nervo óptico, comprometendo gradualmente o campo visual.

É importante destacar que o glaucoma também pode ocorrer mesmo com pressão ocular dentro de valores considerados normais, o que reforça a importância da avaliação oftalmológica completa.


Quais são os tipos mais comuns de glaucoma?

Existem diferentes formas de glaucoma. As mais frequentes incluem:


Glaucoma de ângulo aberto

É o tipo mais comum.Costuma evoluir lentamente e, na maioria das vezes, não apresenta sintomas nas fases iniciais.

Por isso, muitas pessoas só percebem alterações visuais quando a doença já está mais avançada.


Glaucoma de ângulo fechado

Nesse tipo, ocorre uma alteração na anatomia do olho que pode dificultar a drenagem do humor aquoso.

Em alguns casos, pode ocorrer aumento rápido da pressão ocular, com sintomas como dor ocular, visão embaçada, halos ao redor das luzes e náuseas.

Essa situação exige avaliação oftalmológica imediata.


Glaucoma secundário

Pode ocorrer como consequência de outras condições, como:

  • inflamações oculares

  • trauma ocular

  • uso prolongado de certos medicamentos

  • outras doenças oculares


Quais são os fatores de risco para glaucoma?

Algumas condições aumentam a probabilidade de desenvolver a doença:

  • idade acima de 40 anos

  • histórico familiar de glaucoma

  • pressão intraocular elevada

  • miopia elevada

  • diabetes

  • uso prolongado de corticoides

  • alterações na anatomia do olho

Pessoas com esses fatores de risco devem manter acompanhamento oftalmológico regular.


O glaucoma causa sintomas?

Na maioria dos casos, especialmente no glaucoma de ângulo aberto, a doença evolui de forma silenciosa.

Isso significa que a pessoa pode não perceber alterações visuais nas fases iniciais.

Com a progressão da doença, pode ocorrer perda gradual do campo visual periférico, ou seja, a visão lateral começa a diminuir.

Como essa perda costuma ser lenta, muitas vezes o paciente não percebe as mudanças até estágios mais avançados.


Como o glaucoma é diagnosticado?

O diagnóstico do glaucoma é feito por meio de avaliação oftalmológica completa, que pode incluir exames como:

  • medida da pressão intraocular

  • avaliação do nervo óptico

  • exame do campo visual

  • exames de imagem da camada de fibras nervosas da retina

  • análise do ângulo de drenagem do olho

Esses exames permitem avaliar a presença de lesão no nervo óptico e acompanhar possíveis mudanças ao longo do tempo.


O glaucoma tem tratamento?

O glaucoma é uma condição crônica, que geralmente requer acompanhamento contínuo.

O objetivo do tratamento é controlar os fatores que podem contribuir para a progressão da doença, especialmente a pressão intraocular.

Dependendo de cada caso, o acompanhamento pode incluir:

  • colírios específicos

  • procedimentos a laser

  • cirurgia em situações selecionadas

A escolha do tratamento é sempre individualizada, baseada nas características de cada paciente e no estágio da doença.


Por que o diagnóstico precoce é importante?

Como o glaucoma pode evoluir sem sintomas iniciais, o diagnóstico precoce permite identificar a doença antes que ocorram perdas visuais significativas.

Por esse motivo, consultas oftalmológicas periódicas são recomendadas, principalmente para pessoas com fatores de risco.

O acompanhamento adequado permite monitorar a saúde do nervo óptico e orientar as medidas mais apropriadas para cada situação.


Quando procurar avaliação oftalmológica?

É recomendável procurar avaliação oftalmológica especialmente quando há:

  • histórico familiar de glaucoma

  • idade acima de 40 anos

  • alterações na visão

  • pressão ocular elevada em exames prévios

Mesmo na ausência de sintomas, consultas periódicas são importantes para avaliar a saúde ocular de forma preventiva.


Avaliação oftalmológica especializada

A avaliação oftalmológica permite analisar a pressão ocular, o nervo óptico e outros aspectos importantes da saúde dos olhos.

Se houver suspeita de glaucoma, o acompanhamento regular ajuda a monitorar a doença e orientar as condutas mais adequadas para cada caso.

 
 
 

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